Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...
31 de jul. de 2006
30 de jul. de 2006
luzes

" A luz de uma personalidade superior brilha novamente; sua influência se faz sentir entre aqueles que crêem nela e se reúnem à sua volta. Um novo tempo começou e com ele a boa fortuna. Assim como o sol brilha com redobrada beleza após a chuva, ou a floresta cresce mais verdejante após um incêndio, assim também a nova era parece mais gloriosa pelo contraste com a miséria do período que passou."
(I Ching)
Entre o efêmero e o eterno, renascemos a cada dia, a cada momento, a cada estação...
25 de jul. de 2006
Entrelinhas
Além do Abismo
-
Viajando entre os véus voláteis dos sonhos
e através das entrelinhas e entrelaçamentos
somos presos ou nos soltamos?...
-
A liberdade-ilusão
fugidia
vem, nos auxilia
a sair da prisão
construída pelos cruzamentos
entre dúvidas,certezas e desejos...
-
A rede de conexões
entre os aparentes acasos
cujos fios costurados
pelo olhar atento,
agudo e crítico
permite a ultrapassagem
ou mais nos captura?...
-
Nesta ânsia de encontro
com algo que buscamos
e do qual fugimos
( verdade revelada
pela falha fugaz, de relance
num instante que cintila )
seguimos adiante
e sempre atrás
do além do abismo...
-
Viajando entre os véus voláteis dos sonhos
e através das entrelinhas e entrelaçamentos
somos presos ou nos soltamos?...
-
A liberdade-ilusão
fugidia
vem, nos auxilia
a sair da prisão
construída pelos cruzamentos
entre dúvidas,certezas e desejos...
-
A rede de conexões
entre os aparentes acasos
cujos fios costurados
pelo olhar atento,
agudo e crítico
permite a ultrapassagem
ou mais nos captura?...
-
Nesta ânsia de encontro
com algo que buscamos
e do qual fugimos
( verdade revelada
pela falha fugaz, de relance
num instante que cintila )
seguimos adiante
e sempre atrás
do além do abismo...
24 de jul. de 2006
Além do jardim...

Entro e saio de ti
sem sentir resistências
nem percebo as portas
ou se existem paredes
nesta residência
onde vive tua alma
livre e enluarada
beijo teu coração
entre alado e aflito
atravesso janelas e subo
escadas transparentes
descubro sótãos, saídas
visito teus porões e jardins
sinto saudades do eterno
presente em ti e em mim...
7 de jul. de 2006
passagem

No trânsito insólito-inexato
inevitável epifânico lylás
entre ânkoras & asas azuis
muitas vezes morri, verde-violeta
outras tantas renasci, rosa-alizarim...
Nestes partos de mim mesma-outra
senti dores esparsas e raros prazeres
entre risos brilhantes e tristezas roxas
nestas danças da existência, às vezes atrozes
mergulhei e reemergi em muitos mares de nós...
E se hoje narro meus parcos delírios
e esboço novas asas lírikas
resgatando encantatórias, lépidas palavras
é porque me refiz, enfim, mais louka
é porque muito já sonhei, e despertei, revivi!!!
6 de jul. de 2006
Entre...
Ânkoras e Asas
Neste trânsito
- oscilante
condensado
delirante
adoidado -
entre âncoras
e asas verdes
violetas
bailarinas
entre dóceis
e indóceis
movimentos
me dissipo
disciplino
meus desejos
me escondo
de meus medos
me afogo
em lembranças
me socorro
em devaneios
me liberto
entre linhas
coloridas
e mergulho
bem no fundo
bem no alto
bem no longe
de meu cosmo
estrelado
interior...
Neste trânsito
- oscilante
condensado
delirante
adoidado -
entre âncoras
e asas verdes
violetas
bailarinas
entre dóceis
e indóceis
movimentos
me dissipo
disciplino
meus desejos
me escondo
de meus medos
me afogo
em lembranças
me socorro
em devaneios
me liberto
entre linhas
coloridas
e mergulho
bem no fundo
bem no alto
bem no longe
de meu cosmo
estrelado
interior...
27 de jun. de 2006
entrelugar
26 de jun. de 2006
Revoadas...

Voar e revoar, reaprendendo a bordar com fios de luz e emoções cintilantes, passear nos labirintos redescobrindo saídas, reinventando as asas, as danças, os movimentos, sem temores de se dissolver no espaço ou no tempo, amar com alegria e liberdade intensa, compondo matizes em misturas de alados amores, sem medo de se perder, crescendo e sorrindo diante das diferenças, desenhar e pintar novos riscos nos sonhos bordados, revoar, revoar, revoar...
23 de jun. de 2006
Entre sonhos e pesad-elos

Adormeci... me apaixonei... sonhei entre as estrelas e acreditei em sereias, vivi um conto-de-fadas... entrei sem querer no espaço dos pesadelos... ansiei por reencontrar a doçura do sonho... despertei angustiada entre lágrimas amargas... mas sonho acordada, insistindo em crer no bem-querer profundo que enlaça almas aladas!!! Contudo... que seja eterno enquanto dure!
17 de jun. de 2006
Sonhos...

Entre âncoras e asas, experimento tua agridoçura e redescubro o tanto de sonho que existe naquilo que creio ser concreto, o tanto de delírio naquilo que acredito ser real... Vejo-me a sonhar, e despertar, entre lágrimas, mas sei que, qualquer dia, qualquer noite, despertarei novamente entre flores e sorrisos, e redescobrirei que às vezes os sonhos se realizam...
9 de jun. de 2006
Memórias...

Te procurando, te espero... e permaneço sonhando... navego no mar do tempo... te encontro no espaço... reinventando estrelas... abrindo novos caminhos... nossa secretas moradas... de lírikas-almas-aladas... desejos-doces-intensos... e leves-densas-memórias... no entrecruzamento... de doidivanas histórias...
Te entendo-e me espanto... com a dose (extra)de encanto... que vibra e arde em meu peito... e anseio sentir em teu pulso... me lembro do nosso salto... dos vôos, viagens, vertigens... do vinho e mel na bagagem... das ousadias felizes!.. da cristalina-doçura-irrestrita... prazeres-sonhos-proliferantes... constelações delirantes...no abismo dos teus olhos...radiosos-radiantes...da insensatez alizarim...que garantia a saúde-azul...e restaurava tuas asas lylases... nos permitindo provar...de delícias doidivinas-fugazes...
8 de jun. de 2006
Doid-divinas...

Perco-me entre espirais e linhas, ondulações e movimentos, tentando decifrar teu ser, indevassável... Procuro-me em ti, encontro reflexos de luzes douradas, prata enluarada, nas rosadas auroras radiantes, em poentes outonais... Recolho-te em minhas asas, em minha alma,transporto teu coração essencialmente vibrante até o céu salpicado de estrelas para que vejas de lá o mundo pintado de azul-noite, os mares cintilantes e, assim, sempre de novo acredites que podes, natural e lyndamente, voar!....
7 de jun. de 2006
Doidiv-anas

Deixar verter este afeto sobre a textura da tela, desaguar em inundações de sonhos, correr em teus e meus rios, cachoeiras, cantantes ou risonhos ribeirões... deixar o amor molhar os mares no azul-turquesa, nas ondas dos eus reinventados, nos caminhos tantas vezes tecidos, tingidos, nos fios desemaranhados, trançados, realinhados, nos nós que nos confundem, misturam, entrelaçam...
Muitas vezes mortificada, metamorfoseada, incessantemente renascida, deixo-me escorrer, doidiv-anas, transformada em tintas coloridas, deslizo em pinceladas fluidas, manchada e desmanchada em luz e sombra, opacidade e transparência, revivo em viagens trans-lúcidas ou lírikos delírios... conduzindo as águas de minh´alma abissal pelos desfiladeiros e labirintos íntimos até encontrarem novos lugares em desenhos de asas e espirais, olhos e caracóis, conchas e pergaminhos, abrindo outros caminhos por onde possa transitar livremente esta emoção...
30 de mai. de 2006
Insensatez...

...Sonho meu, sem limites!... Certeza na incerteza, força na fraqueza, luz nas sombras e a união possível entre água e fogo, amor e paixão, rumo aos limiares!... Concretização de etéreos e voláteis desejos, vontade de ir além do delírio, de descobrir o possível a partir de meus desenhos no ar... Danças aladas, delicadezas e vôos constantes, vertigens no despertar de energias vitais, ao reinventar nossas verdades mais densas...Doce insensatez que me faz te amar sem medo e levantar âncoras para chegar mais perto de tua alma lírica!...
16 de mai. de 2006
Desejos

De novo, semi-indomesticável... Impulsos apaixonados me vêm, voando dentro e fora de mim, borboletas afoitas, alegres e atrevidas, coloridas borbo-leoas, me fazem sonhar mais do que o usual... Vem e vão meus desejos intensos-velozes, em generosas, transbordantes doses... Pincéis e tintas procuram e desenham caminhos secretos em cores inventadas ao sabor deste bem-querer moreno, enquanto a alma canta árias de sereia, os pensamentos brincalhões me conduzem às nuvens e estrelas, fazendo o dia parecer um fruto maduro e perfumoso, a gotejar seu sumo, no transvazar de sentidos e vontades...
27 de abr. de 2006
Piano...

Piano, piano... pelas teclas e telas viajo, entre notas e pincéis, tons e semi-tons, te entre-vejo... Sons se espalham pelo ar , borboletas transparentes bailando no espaço colorido da concha-casa-casulo... Oficina de sons e de sonhos, suavidades inventadas ao sabor do tempo, tonalidades transformadas em escalas e crisálidas cromáticas, escadas, caracóis... em asas e antenas de ousados, arriscados amores...
Alados pianos murilianos, flautas mágicas de Mozart, tambores de Clarice... plenitude do prazer, perfeição e poesia...Misturas e harmonias entre marfim e gris, combinações às vezes dissonantes entre azul e alizarim, laranja e lylás, divagações in-conclusas... entre o tocar Chopin ou namorar a tela que me espia com seus olhares abissais e insistentes... exigentes... entre semibreves e mínimas, colcheias e semi-colcheias, semifuzas... Allegro ou Lento, a tempo, con anima, Vivace!...
Em cada canto deste mundo, possibilidades e desejos, tua presença incomparável, a pintura de nossas afeições, o desenho de nossas histórias...
Entre telas e teclas, delineando agridoces trajetórias, nosso melhor PRESENTE...
21 de abr. de 2006
Irromper...

Irromper...
Casa-casulo-concha: oficina de sonhos, mundo-atelier-tecelaria de vidas e emoções, carpintaria de caminhos, fábrica de amores... Festa invisível e íntima, em minh´alma, no feriado chuvoso, entre as águas da ilha: celestiais e marinhas...
A cama desfeita até tarde... as bagunças coloridas e o aconchego do ninho... a penumbra da sala e as filigranas de luzes suaves formando desenhos sobre os móveis, o piso, as paredes e telas... os perfumes do quarto, da pele, dos lençóis azuis com flores cor-de-rosa a me lembrar... dos vôos e viagens em noites de lua cheia...
Procura de alimento: nas cores e cheiros das tintas, no movimento das mãos e pincéis, nas páginas do velho oráculo....buscando respostas em imagens, sensações, palavras, signos, ideogramas... Trocas de afeto: ao vivo, com filhos do próprio ventre, e virtuais, vias variadas, tele-fônicas declarações ou ele-trônicas ligações pintadas de sol e lua, de azul e amarelo, de violeta e alizarim...
Abertura de caminhos, pontes que se erguem, cintilantes, desafiando distâncias espaço-temporais... Luzes e sombras que se combinam em delicada trama, a gama de matizes da alma, infinita, a irromper desde a aurora.... vertendo de dentro de um sonho feliz: divino!
Te procuro, te acho... nos encontramos, humildes e altivas, serviçais e rainhas, dentro e fora de nós, no abismo dos espelhos, dos olhares, desvendamo-nos... Te amo.
9 de abr. de 2006
Contrastes

...E, se não podemos evitar confrontos com nossas sombras e cacos de vidros,que saibamos transformá-los em pinturas e esculturas invisíveis, inventando novos modos de aprender com os contrastes e dissonâncias... Talvez um dia desses nossas almas encontrem a fórmula alquímica que transforma em prazer todas as diferenças, que extrai o mel da poesia dos contrários, que encontra luz de lua e sol nos paradoxos... Estamos viajando, juntas, e unas, na nave deste bem-querer que permitimos florescer em nossas vidas!...
8 de abr. de 2006
Madrugada

MADRUGADA...
Mágica da vida que renasce e floresce a cada instante, imediata ou lentamente após tantas mortificações!... Vida que se faz, desfaz e re-faz em infinitos ciclos de transformações... eternas metamorfoses de almas, sutilmente refletidas no visível... Meta(morte)fases?...
...Dormes, teu sono de Rainha e Anja, de Abelha produtora de mel de amoras & amores... Sono que velo, invocando anjos curadores e pedindo aos Céus que teu repouso seja abençoado, pois que és doce criatura, divinamente criativa, delicada e bela feito flor, mas também forte e plena, permanente e profunda, com tua alma de aço-e-oceano...
O afeto sagrado que sinto desde as profundidades até a superfície da epiderme participa de planos cósmicos muitas vezes incompreensíveis – mas que me encantam e comovem, transportam e transformam, me lançando em mergulhos e vôos aos abismos e labirintos do eu, do tu, reinventando cores, alegrias e laços, provocando lágrimas, angústias e cristalinos êxtases, causando encontros e colisões entre nossos eus-luz-e-sombra, desvios de rota, cintilações e epifanias!...
...Enquanto velo teu sono de Fada soberana, te amo e clamo mais uma vez aos anjos invocados, solicitando que curem tuas coloridas asas, e então viajo por tempos e lugares, neste ponto crucial de nossas trajetórias e, neste encontro-desencontro abre-se uma fresta e aqui me acho, na primeira noite em que me convidaste a pousar no espaço encantatório de teu ninho-casulo, onde, crisálida, te preparavas para renascer, majestosamente Borboleta! Das frestas de teu eu lýriko já se entreviam as asas sedutoras, os mágicos olhares amorosos, femininos, fraternais, amantes-maternais... Pelas janelas entre-abertas de tua alma rara eu avistava luminosidades, raios de doçura, intensas e claras suavidades... Neste trânsito e entrecruzamento de caminhos, de lá para cá, vários vôos compartilhados, muitos pousos e algumas quedas, reciclagens e renascimentos constantes no tecer de nossas rendas...
...Desde aquele dia singular (ao visitar tua casa-oficina-escritório: atelier de sonhos reais) até este instante enluarado, foram tantas e intensas, inumeráveis experiências vividas e vívidas, incontáveis passos no processo de desvendamento de nossos mundos íntimos, chuvas e sóis na permanente re-invenção de nós, que um ano é sentido como uma década plena de acontecimentos ou uma vida completa, compacta, composta de delícias e dores!!!...
...Retomo a direção de mim, e decido embarcar no navio fantástico do sono, velejar na penumbra dos sonhos, te encontrar do outro lado da noite estrelada, onde, talvez, eu possa prosseguir nestas divagações kaminsky-anas, entre lúcidas e ilógicas viagens...
...MORRO DE PAIXÃO E RENASÇO DE AMOR, transformada em rosada-morena AURORA!
6 de abr. de 2006
vislumbres

Entre-vejo-te...
Entre-vejo-me...
Entre-vejo-nos...
Entre visões e enviesados desejos voláteis, vislumbro cintilações e umidades em teus olhos tensos e ternos, bolhas pairando flutuantes fulgurantes no azul-lylás espaço, adivinhando sonhos, divagações e suspiros inauditos, desenhos em tua pele e laços em teu ser de alma florida, vivente e vibrante alma que busca mel de amores, amoras, pousando em amáveis e aladas almas leves habitantes de corpos frágeis-densos, em seus medos fundos-fluidos e efêmeros, encantadores mundos...
Entre-vejo a flor que, sem ser semeada, exala seu perfume no jardim de mim, entre um não e um sim... e procura espaço, paciente e docemente, sem se atrapalhar com tantos entrelaçamentos neste tecido bordado de raízes, pétalas e asas...
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