Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

10 de mar. de 2013

"O que existe é a possibilidade de encontro, de troca de energia, alegria e afeição, de aprendizado mútuo, de crescimento e enriquecimento (a despeito de quedas, enganos ou tropeços), a possibilidade de amadurecer e ter prazer no entrelaçar de almas e mundos (apesar das falhas), a chance de fulgurar nos instantes de fugidia plenitude e inefável afinação. Existe a possibilidade de preservar o encantamento (apesar dos pesares, das dores e da incompletude do eu e do outro). A opção de continuar acreditando, vibrando e pulsando, com coragem e graça, com intensidade e delicadeza, no compasso musical, mágico e amoroso do coração."

(Ana Luisa Kaminski)


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24 de fev. de 2013

Caminhos do coração






Cada coração tem seu tempo, sua bússola, seu mapa, sua chave, seus mistérios, seus caminhos, cicatrizes e desejos, sua coleção de sentimentos, seus sonhos e segredos bem guardados.

Apesar de o coração ser apenas um músculo, ele é diretamente afetado por nossas emoções, como se sabe, o que é comprovado cientificamente, ou revelado por toda a história humana, da arte e da poesia, pelas conexões existentes entre o coração, o amor, a vida e a morte...

Quando estamos sofrendo e angustiados, o coração fica apertado, parece comprimido e pesado no peito... Quando estamos felizes e apaixonados, e nos sentindo amados, ele bate mais forte e compassado, por vezes parece que dança, canta, flutua ou que criará asas e sairemos voando, talvez levitando e desafiando as leis da gravidade!...

Sabe-se que pessoas solitárias, depressivas e mal-humoradas sofrem mais de problemas cardíacos e estão mais sujeitas a falecer de infarto.

Para os místicos e médiuns, é aceito sem questionar que o chakra cardíaco é o centro do sistema dos chakras. Nele se unem os três centros inferiores, físicos e emocionais, com os três centros superiores, mentais e espirituais e é também o ponto de encontro entre os aspectos racional e masculino e o intuitivo e feminino.

É preferível guardar apenas os sentimentos benignos, nobres e luminosos no cofre do coração, pois certos venenos emocionais podem fazer muito mal a nós mesmos e a quem está ao nosso redor. Cada um faz suas escolhas, entre guardar jóias ou lixo, entre cultivar amor, alegria e gratidão, ou ressentimentos, tristeza, desamor. Destas escolhas dependem não apenas a boa saúde do coração e o bem-estar do sujeito como um todo, mas, também, quais serão os mapas desenhados e os caminhos trilhados ao longo da viagem vital...


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24 de jan. de 2013

DESEJO

"A medida de uma alma é a dimensão do seu desejo."

(Gustave Flaubert)

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Imagem: "Musicista Onírica".
Pintura de Ana Luisa Kaminski

17 de jan. de 2013

O ESPELHO AZUL DE ANA LUISA KAMINSKI


(por Lau Siqueira) **************************


O que nos interessa no desbravamento dos conceitos de forma e conteúdo é a diminuição das lonjuras. A persistência de um olhar desfragmentado no discurso silencioso da arte. Foi nessa busca, percorrendo versos pelos caminhos da Idade Mídia, que encontrei o lirismo das cores e das formas na obra de Ana Luisa Kaminski - uma artista gaúcha, de Erechim, que vive em Florianópolis. A delicadeza, a sensualidade, a espiritualidade feminina, a perplexidade de uma predominância azul aberta às tonalidades de cada cor. Ana Kaminski faz da sua arte um ato de serenidade, de ousadia, de liberdade, de paixão, de amor e de permanente inquietação. Elabora através das suas imagens, um discurso para as alcateias e passaredos da própria arte. Até que se cumpra o que dizia Mondrian: “a arte desaparecerá na medida que a vida adquirir mais equilíbrio.” Utopia que cabe nas cores e na densidade temática que obra de Ana Kaminski revela. Uma poética de imagens atentas aos desequilíbrios do mundo e buscando recuperá-los.


O auto-retrato é sempre um bom caminho para compreendermos a espinha dorsal de uma produção artística. O encontro ético e estético na distância entre o criador e a criação. Rembrandt foi o artista que mais pintou auto-retratos. Foram cerca de 100 obras neste formato. Mas, de certa forma, toda arte é autobiográfica. Revela com maior ou menor intensidade, a trajetória e talvez a consistência mais plena de uma vida. O artista por sua vez é um ser que transcende a partir dos seus acúmulos, das suas levezas, dos seus afetos e das suas jornadas impactantes. Todas as suas asas e principalmente todas as suas percepções sobre o mundo afinam seus instrumentos. Nossa leitura dos quadros de Ana Kaminski se dá nesta perspectiva. Observando as técnicas utilizadas pela artista lembramos o saudoso poeta concreto Décio Pignatari que dizia ser a poesia um segmento das artes plásticas. Ana Kaminski nos mostra que o inverso também procede. Talvez revelando os antagonismos apontados por Mondrian e os caminhos para a sua inevitável superação. Utopicamente a artista segue em frente, existindo além dos limites. Construindo-se pelos rastros de encantamento, inquietação ou mesmo repulsa que sua verdade artística possa provocar. Ana Kaminski busca suas utopias a partir de uma inegociável transversalidade. Tudo isso num tempo em que, permanentemente, o futuro se encontra com o passado. Todavia, com a suave condução dos rumos apontados pela energia que une os pincéis às suas mãos e às suas conexões sensoriais e lúdicas. É poesia o que brota nas cores de Ana Kaminski! Num profundo espelho de onde a artista extrai da sua existência, de forma sequencial e filosoficamente bem estruturada. Sua arte é uma permanente fotografia da sua alma fêmea.


Segundo Antônio Callado, “o principal problema da arte do nosso tempo, em que estala por todas as juntas a armadura do capitalismo, é criar uma ponte entre o povo e o artista – e por povo entenda-se todo mundo, todos os não-artistas.” Essa ponte, Ana Kaminski encontra de forma consciente e consistente nas redes sociais. Primeiro no Orkut e depois no Facebook ou mesmo no blog Âncoras e Asas (www.ancoraseasas.blogspot.com). O fato é que com estes instrumentos a artista vai encurtando a distância entre a sua obra e um público cada vez mais afinado com seus traços. O que transborda em Ana Luisa Kaminski é a plenitude da artista diante do seu universo criativo. Ela revela em cada pintura um firme propósito estético e uma permanente busca. Nada melhor para representar o que a vida tem de mais intenso, de mais verdadeiro.


(Texto de Lau Siqueira, publicado em seu blog PELE SEM PELE)




PINTURA DE ANA LUISA KAMINSKI

22 de dez. de 2012

"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente." *** (Érico Veríssimo) ***

22 de ago. de 2012

Pintura e poesia...

"O pintor persegue a linha e a cor, mas seu fim é a Poesia." (Rembrandt) ♥

29 de abr. de 2012

Letras e hiâncias...

Entre uma letra e outra, algo se desfez, para que outra coisa se pudesse inventar... e, de invenção em invenção, de desvão em desvão, algo se partiu, parindo novas possibilidades, a partir das hiâncias... (Ana Luisa Kaminski, outono/2012)

6 de fev. de 2012

Sonhos...

"Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos."

(W. Shakespeare)

*Imagem: "ORCHIS". Pintura de Ana Luisa Kaminski


"O homem é do tamanho do seu sonho."

(Fernando Pessoa, Livro do Desassossego)



*Imagem by MANDY NIKON



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19 de jan. de 2012

Un sogno...


Le atmosfere magiche di un sogno
tra giardini in fiore e castelli in paradiso
dividendo l´anima in un incontro d´amore
briciole di gioia, incanti di vita
e la mente scorre tra le vie del cielo.
Ritorna l´azzurro in quest´ambiente angusto
di giovinezza andata tra incerti baci
e notti senza luna.
Ondeggia il tempo tra velate lacrime
sublimi barlumi e cime di cristallo.
Calde sensazioni nel ritono del tempo
nell´attesa del sempre
nel rabbioso sguardo di un sogno.

(GENNARO KELLER)


*IMAGEM: "PARAÍSO". Pintura de Ana Luisa Kaminski



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5 de dez. de 2011

A importância da ARTE...

"A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem. Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações, porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário. Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam. A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte, pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal. Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales, penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis. O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo."


(Agustina Bessa-Luís, In Dicionário Imperfeito)




Foto: pintora Ana Luisa Kaminski

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21 de nov. de 2011

Pequenos vôos musicais azulados...

Prelúdio

Às vezes, o silêncio prenuncia
Suavidades ou fúrias, entropias,
Mudanças de ritmo ou de rota,
Transfigurações, sensações, sinfonias...

Às vezes, o silêncio adivinha
Novos movimentos, encantos ou vozes,
Reafinação do caos, do corpo, da alma,
Reconfigurações no cosmos, arroubos velozes...

Às vezes, o silêncio pressagia
Eclipses solares, chuvas, semeaduras,
Pinceladas divinas num jardim lilás,
Manhãs iluminadas ou noites muito escuras...

Às vezes, o silêncio precede
Rufar de asas, árias de sereias,
Nascimentos lunares, sons de alaúde,
Danças no mar-cobalto, bailados nas areias...

Às vezes, o silêncio anuncia
Encontros musicais, finais, vitais,
Outros vôos e ventos, reuniões ou rompimentos,
No túnel do tempo sem fim, viagens e espirais...

(Ana Luisa Kaminski)

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*IMAGENS: "Pequeno Vôo Musical Azul" . Pintura de Ana Luisa Kaminski

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3 de nov. de 2011

As velas dos moinhos...



Vai descobrir as velas dos moinhos
e as rodas que os eixos movem,
o tear que tece o linho,
a espuma roxa dos vinhos,
incêndio na face jovem.


(ANTÓNIO GEDEÃO)


IMAGEM: PINTURA da artista ANNA SILIVONCHIK

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24 de out. de 2011

Tessitura...


Tessitura

Despertamos para a Vida que pulsa, que vibra, que vaza, que canta, a cada minuto e momento!!!... e adormecemos, às vezes, cobertos por cinzas do cotidiano, que obscurecem o colorido exuberante e vivaz dos instantes, quando sorvidos com intensidade, vontade, paixão!... Talvez, tenhamos que adormecer e despertar, tantas vezes, durante a trajetória vital, simplesmente para não esquecer de nossa fragilidade e força, para nos relembrar, todos os dias e horas, da finitude infinda de tal tessitura: dos fios que nos bordam, nos envolvem e enlaçam, das linhas que nos desenham, conduzem, entrelaçam, da urdidura incessante e mirabolante da história. Talvez, precisemos despertar, adormecer e sonhar, para que sejam reinventadas as cores e esperanças, as cintilâncias que entrevemos nas frestas do cotidiano (aparentemente) banal...

Assim, vamos vislumbrando as fulgurações do afeto, do amor e da arte, nas aberturas das noites, das manhãs, dos meses, na travessia dos séculos, no girar do mundo, dos astros, das constelações... Quem sabe, nos arrisquemos aos vôos e travessias, e viajemos, à deriva, em alguns momentos venturosos de luminosidade azul-lilás, entremeados de turquesa, alizarim, violeta, e respingados de verde ou coral, em que possamos sentir a alma bailando aos quatro ventos, na direção deste saber insabido e volátil que nos move, nos instiga, impulsiona!... Entretanto, para isso precisamos navegar com vontade e coragem, entre cinzas e cintilâncias, alimentar as esperanças, exercitar as asas, todas as noites, todas as horas, todos os dias!!!



(Ana Luisa Kaminski)

18 de set. de 2011

Aprender...


Cómo decir de pronto:
tómame entre las manos,
no me dejes caer. Te necesito:
Acepta este milagro.
Tenemos que aprender a no asombrarnos
de habernos encontrado,
de que la vida pueda estar de pronto
en el silencio o la mirada.
Tenemos que aprender a ser felices,
a no extrañarnos
de tener algo nuestro.
Tenemos que aprender a no temernos
y a no asustarnos
y a estar seguros.
Y a no causarnos daño.

(J. P. Farny)



*IMAGEM: "Ninfa Rosada"
Pintura de Ana Luisa Kaminski


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9 de set. de 2011

Viver a vida com arte...



O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.

(Luís Fernando Veríssimo)


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1 de set. de 2011

Lirismo Onírico



EXPOSIÇÃO de PINTURA
"LIRISMO ONÍRICO"

Artistas ANA LUISA KAMINSKI e STAËLL DI LUKKA
Vernissage dia 01 de setembro de 2011
A partir das 19:00
GALERIA SPAZIO SURREALE
Rua Caconde, 234/238, Jardim Paulista, SP
Visitação de 01 a 29 de setembro











10 de ago. de 2011

Caracóis Oníricos...


O mar, meus amigos, foi feito para a lua. O mesmo azul veste ambos, braço antigo. A mesma força anima aos dois espelhos, agita os átomos em comum, tudo se funde, é o mesmo longe, o mesmo escuro, o mesmo mistério, a mesma maresia. Por essa porta para universo dirigi meus passos. Na areia onde as estrelas caem em pó sobre as sandálias e as dunas. Como não pensar que tudo dança, tudo muda, tudo se transmuta e transporta? Ah, ficam lá passos passados, lágrimas, asas.

(Bernardino Guimarães)

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Escolho no céu delicadas arquitecturas de sonhos, sedas que se tecem de azul em azul. O astro branco alumia cá em baixo as vagas, mar alto, mar chão, mar manso. Nas rochas joga-se o jogo, sal, tenazes de caranguejo, estrelas do mar da via láctea, cavalos marinhos em corrida. Dunas, duras, lunares de areia, geometria. O quadrante celeste engole o oceano, tudo veste o definitivo vestido azul escuro, noite. Vagueio só entre cabelos e algas. A princesa dorme, não há vaga, nem vagas que a acordem.

(Bernardino Guimarães)


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"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."


(Friedrich Nietzsche)


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*IMAGEM: "CARACÓIS ONÍRICOS".
PINTURA de ANA LUISA KAMINSKI

6 de ago. de 2011

Viver cada segundo!...



E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

(Vinícius de Moraes)



*Dedico esta postagem à aniversariante do dia, a Amada Lara Lunna!!!
Beijos no coração colorido-complexo-criativo, caríssima!

3 de ago. de 2011

Amor Azul...


No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam vôo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera

(Ruy Belo)



* IMAGEM: ANA LUISA KAMINSKI pintando em seu atelier.