...Quando recobro a calma
a alma se recobre de azul
e algo cintila em mim...
Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...
22 de jan. de 2007
13 de jan. de 2007
balanço
Entre ânkoras e asas
transitamos
neste balanço efêmero-eterno
navegamos
entre abismos e céus anis
balançamos
entre estrelas azuis e alizarins
flutuamos
e nos lylazes jardins de luz
inventamos
caminhos de não e de sim
afinamos
em manhãs amarelas ou gris
entoamos
e nas tardes ventosas-violetas
bailamos...
transitamos
neste balanço efêmero-eterno
navegamos
entre abismos e céus anis
balançamos
entre estrelas azuis e alizarins
flutuamos
e nos lylazes jardins de luz
inventamos
caminhos de não e de sim
afinamos
em manhãs amarelas ou gris
entoamos
e nas tardes ventosas-violetas
bailamos...
11 de jan. de 2007
dança
O desejo abre as asas
sobrevoa
os abismos
azulados
pinceladas
dançam
deslizando
e transmutam
lágrimas
em luzes
lilazes...
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10 de jan. de 2007
variação
8 de jan. de 2007
tecidos etéreos
5 de jan. de 2007
portas
1 de jan. de 2007
no ar...
Alçando vôo
em pleno espaço
tempos de água e asas
azul-cobalto
terra e fogo
alizarim
âncoras
no ar...
em pleno espaço
tempos de água e asas
azul-cobalto
terra e fogo
alizarim
âncoras
no ar...
22 de dez. de 2006
21 de dez. de 2006
cristal e pó

Utopia: um mundo límpido e luminoso, leve e cristalino, livre de violência e dor, onde imperem paz, alegria, amor...
Entretanto...
de luzes e sombras somos
tecidos, e feitos
de lágrimas e risos,
conteúdo e cortornos
inacabados cristais
misturam-se em nós
mágica, mel e medo
água, terra e estrelas
explosões e silêncio
coragem, ferida, segredo
prazer, asas, agonia
somos plenitude e pó
de poesia...
17 de dez. de 2006
alma cristalina
Numa noite de chuva, num dia de verão, re-descubro-me, colorida, vibrante e cristalina...
15 de dez. de 2006
convergências
Mágicos pontos de confluência em que almas-aladas-amantes se encontram e bailam, cintilantes, no cosmos, além dos limites do espaço-tempo, em fulgurante e suntuosa comunhão!...
Belos são os fios invisíveis do afeto, eternizados em ternura!...
Lindo viver, nestes momentos de rara afinação, suave sintonia e loucura!...
Líriko prazer, nos instantes de pouso (ou vôos?): pontos de convergência entre diversidade, energia e doçura!...
14 de dez. de 2006
13 de dez. de 2006
12 de dez. de 2006
vislumbres
Através ou por trásdos véus, dos vãos
entre as frestas e fitas
dos olhares e fatos
nas entrelinhas suaves
dos ditos e não-ditos
nos interstícios neutros
nos limiares noturnos
vislumbramos sonhos
inventamos caminhos
e rios, risos e mares
entrevemos estrelas
matizamos espelhos
libertamos azuis
almas, asas, amores...
11 de dez. de 2006
10 de dez. de 2006
portais
8 de dez. de 2006
nonsense
6 de dez. de 2006
Interstícios
As imagens-portais abrem a entrada para um mundo surreal, onde deslocamentos espaciais, mudanças de escala, transfigurações e analogias criam uma atmosfera onírica que encanta e assusta, espanta e atrai os olhares distraídos ou interessados que sobre elas pousam. As telas-veladuras são aberturas, frestas ou fissuras para mundos imaginados, reais e inventados, onde nada é apenas rachadura ou vão... Os interstícios, fendas e fissuras abertos pelas imagens pintadas provocam os olhares e instigam os amantes da arte e dos sonhos a adentrarem nestes tempos-espaços revelados através de tintas e pincéis, que velam-desvelam os vazios e plenos de sentido de nossas almas inquietas e desejantes.
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Imagem: "Onírico Orchis" , pintura de Ana Luisa Kaminski
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