...Às vezes, o silêncio ressoa retumba ecoa... Às vezes, o silêncio transborda escorre escoa... Às vezes, o silêncio aflige lacera maltrata... Às vezes, o silêncio acalma envolve acolhe... Às vezes, o silêncio alude ilude isola... Às vezes, o silêncio invade inunda inspira... Às vezes, o silêncio transpira transforma ILUMINA...
Entre ânkoras e asas transitamos neste balanço efêmero-eterno navegamos entre abismos e céus anis balançamos entre estrelas azuis e alizarins flutuamos e nos lylazes jardins de luz inventamos caminhos de não e de sim afinamos em manhãs amarelas ou gris entoamos e nas tardes ventosas-violetas bailamos...
O desejo abre as asas sobrevoa os abismos azulados pinceladas dançam deslizando e transmutam lágrimas em luzes lilazes... Visite tambémwww.luisakaminski.nafoto.net
Todos os dias tempos e lugares com portas de entrada saídas e passagens mortes e despertar de sonhos e sementes em si, em mim, em ti flores amores e cores que desabrochame despetalam frutos amadurecem, vivemos em balanço constante, em trânsito infindo e inefável...
Utopia: um mundo límpido e luminoso, leve e cristalino, livre de violência e dor, onde imperem paz, alegria, amor...
Entretanto... de luzes e sombras somos tecidos, e feitos de lágrimas e risos, conteúdo e cortornos inacabados cristais misturam-se em nós mágica, mel e medo água, terra e estrelas explosões e silêncio coragem, ferida, segredo prazer, asas, agonia somos plenitude e pó de poesia...
Mágicos pontos de confluência em que almas-aladas-amantes se encontram e bailam, cintilantes, no cosmos, além dos limites do espaço-tempo, em fulgurante e suntuosa comunhão!... Belos são os fios invisíveis do afeto, eternizados em ternura!... Lindo viver, nestes momentos de rara afinação, suave sintonia e loucura!... Líriko prazer, nos instantes de pouso (ou vôos?): pontos de convergência entre diversidade, energia e doçura!...
Através ou por trás dos véus, dos vãos entre as frestas e fitas dos olhares e fatos nas entrelinhas suaves dos ditos e não-ditos nos interstícios neutros nos limiares noturnos vislumbramos sonhos inventamos caminhos e rios, risos e mares entrevemos estrelas matizamos espelhos libertamos azuis almas, asas, amores...
Nos atravessamentos, viagens entre sonho e real redescubro os portais encantados travessos entre ausência e presença, invento novos pontos de encontro: alquimias...