Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

2 de fev. de 2007

vozes do silêncio






Às vezes, o silêncio
sussurra, suaviza, afaga
alivia, sintoniza, afina...

Às vezes, o silêncio prelude...

31 de jan. de 2007

suturas...


Às vezes, o silêncio
abunda, confunde, afunda
sufoca, sacode, suspira
envolve, escava, evoca...
Às vezes, o silêncio
agride, assalta, ataca
respira, assusta, soluça
instiga, castiga, inspira...
Às vezes, o silêncio
desmonta, remonta, modela
desarma, desperta, deflagra
acode, comove, constrange...
Às vezes, o silêncio
caduca, caleja, conspira
atiça, açoita, acossa
embota, estorva, estilhaça;;;
Às vezes, o silêncio
clareia, renova, costura
incendeia, ensandece, ensina
Às vezes, o silêncio
simplesmente sutura

cura, canta e dança...

30 de jan. de 2007

silêncio...

...Às vezes, o silêncio
ressoa
retumba
ecoa...
Às vezes, o silêncio
transborda
escorre
escoa...
Às vezes, o silêncio
aflige
lacera
maltrata...
Às vezes, o silêncio
acalma
envolve
acolhe...
Às vezes, o silêncio
alude
ilude
isola...
Às vezes, o silêncio
invade
inunda
inspira...
Às vezes, o silêncio
transpira
transforma
ILUMINA...

22 de jan. de 2007

cintilação

...Quando recobro a calma
a alma se recobre de azul
e algo cintila em mim...

13 de jan. de 2007

balanço

Entre ânkoras e asas
transitamos
neste balanço efêmero-eterno
navegamos
entre abismos e céus anis
balançamos
entre estrelas azuis e alizarins
flutuamos
e nos lylazes jardins de luz
inventamos
caminhos de não e de sim
afinamos
em manhãs amarelas ou gris
entoamos
e nas tardes ventosas-violetas
bailamos...

11 de jan. de 2007

dança

O desejo
abre as asas

sobrevoa
os abismos
azulados
pinceladas

dançam
deslizando
e
transmutam
lágrimas

em luzes
lilazes...




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10 de jan. de 2007

variação






...De sons e sonhos
sombras e silêncios
poeira e poesia
assombros e epifanias
somos tecidos, bordados
no cosmos costurados
com lágrimas e luz...

8 de jan. de 2007

tecidos etéreos






...De sons, silêncios e sonhos
assombros e epifanias azuis
somos tecidos, solitários
e no cosmos costurados
com lágrimas e linhas de luz...

5 de jan. de 2007

trânsito


...entre o transitório
e o interminável
encontramos veredas
tecemos rendas
nos assombramos...

portas













Todos os dias
tempos e lugares
com portas de entrada
saídas e passagens
mortes e despertar
de sonhos e sementes
em si, em mim, em ti
flores amores e cores
que desabrocham e despetalam
frutos amadurecem, vivemos
em balanço constante, em trânsito
infindo e inefável...




1 de jan. de 2007

no ar...

Alçando vôo
em pleno espaço
tempos de água e asas
azul-cobalto
terra e fogo
alizarim
âncoras
no ar...

22 de dez. de 2006

vôos

...Alguns dias fora do ar, no ar
voando, sonhando, mergulhando
no mar...

21 de dez. de 2006

cristal e pó



Utopia: um mundo límpido e luminoso, leve e cristalino, livre de violência e dor, onde imperem paz, alegria, amor...

Entretanto...

de luzes e sombras somos
tecidos, e feitos
de lágrimas e risos,
conteúdo e cortornos
inacabados cristais
misturam-se em nós

mágica, mel e medo
água, terra e estrelas
explosões e silêncio
coragem, ferida, segredo
prazer, asas, agonia
somos plenitude e pó
de poesia...


17 de dez. de 2006

alma cristalina

Numa noite de chuva, num dia de verão, re-descubro-me, colorida, vibrante e cristalina...

15 de dez. de 2006

convergências



Mágicos pontos de confluência em que almas-aladas-amantes se encontram e bailam, cintilantes, no cosmos, além dos limites do espaço-tempo, em fulgurante e suntuosa comunhão!...

Belos são os fios invisíveis do afeto, eternizados em ternura!...

Lindo viver, nestes momentos de rara afinação, suave sintonia e loucura!...

Líriko prazer, nos instantes de pouso (ou vôos?): pontos de convergência entre diversidade, energia e doçura!...

14 de dez. de 2006

conexões

...ponto de confluências e conexões...

13 de dez. de 2006

sintonias

Ás vezes, energias e caminhos magicamente CON-FLUEM...

12 de dez. de 2006

vislumbres

Através ou por trás
dos véus, dos vãos
entre as frestas e fitas
dos olhares e fatos
nas entrelinhas suaves
dos ditos e não-ditos
nos interstícios neutros
nos limiares noturnos
vislumbramos sonhos
inventamos caminhos
e rios, risos e mares
entrevemos estrelas
matizamos espelhos
libertamos azuis
almas, asas, amores...

11 de dez. de 2006

entrevendo

No mais das vezes, dom e veneno estão naquilo que não vemos...

10 de dez. de 2006

portais


Nos atravessamentos, viagens
entre sonho e real
redescubro
os portais encantados
travessos
entre ausência e presença,
invento
novos pontos de encontro:
alquimias...