Um fio azul-lylás nascente cristalino
serpenteando em luzente espiral
encontra outros filamentos luminosos
felizes-deslizantes-transparentes (líquido-cristal)
e vão compondo confluências, diagramas, rios
cantantes águas d´alma, chuvas, várzeas, cios
viram vapor fugaz em cachoeiras, vozes de cascatas
carregam pétalas e asas, peixes, seixos e navios
e em seus caminhos curvos e vertigens doces violetas
levam estrelas e sereias, suavizam e refrescam os estios
cobrindo poeiras e passagens, abrindo e preenchendo vãos
viajando encontram pedras, precipícios, quedas e vazios
transmutam-se em fios de esperança etérea e enchem as mãos
suaves rios sedentos e prenhes de seiva vital
tecendo sonhos e reflexos, rendas, luzes, cintilâncias
nutrindo ondas-orquídeas-borboletas com seu mel e sal...
Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...
10 de fev. de 2007
9 de fev. de 2007
cintilâncias
8 de fev. de 2007
...rios...
...Nos melhores dias, a vida flui
rio cantante risonho
regato raso cintila
reluz lago profundo
espelhado em nuvens
ondula e balança, vaivém
remanso de mar e asas
azuis de borboletas
dançantes estrelas
em assimétricos
caminhos curvos
recém-nascidos...
rio cantante risonho
regato raso cintila
reluz lago profundo
espelhado em nuvens
ondula e balança, vaivém
remanso de mar e asas
azuis de borboletas
dançantes estrelas
em assimétricos
caminhos curvos
recém-nascidos...
7 de fev. de 2007
Almas & Assimetrias
Almas, amoras & amores
almas, amores & abismos
almas, abismos & alturas
almas, alturas & agruras
almas, agruras & asas
almas, asas & aromas
almas, aromas & águas
almas, águas & angústias
almas, angústias & anseios
almas, anseios & assombros
almas, assombros & arroubos
almas, arroubos & alquimias
almas, alquimias & assimetrias.
almas, amores & abismos
almas, abismos & alturas
almas, alturas & agruras
almas, agruras & asas
almas, asas & aromas
almas, aromas & águas
almas, águas & angústias
almas, angústias & anseios
almas, anseios & assombros
almas, assombros & arroubos
almas, arroubos & alquimias
almas, alquimias & assimetrias.
6 de fev. de 2007
Asas da Alma
Asas apaixonadas afinadas sintonizadas
Almas cintilantes dançantes enamoradas
Asas deslumbrantes deslumbradas entrelaçadas
Almas coloridas curadoras compartilhadas
Asas recortadas retorcidas encarquilhadas
Almas domesticadas envenenadas retalhadas
Asas amortecidas partidas anestesiadas
Almas entorpecidas feridas machucadas
Asas coloridas coladas cicatrizadas
Almas enluaradas luminosas revigoradas
Asas redesenhadas tatuadas remendadas
Almas alquimizadas costuradas rebordadas
Asas reinventadas recuperadas matizadas
Almas encantadas entre tintas, cores e pincéis
Asas e palavras, penas e pergaminhos, papéis...
Asas: pinceladas da Alma.
Almas cintilantes dançantes enamoradas
Asas deslumbrantes deslumbradas entrelaçadas
Almas coloridas curadoras compartilhadas
Asas recortadas retorcidas encarquilhadas
Almas domesticadas envenenadas retalhadas
Asas amortecidas partidas anestesiadas
Almas entorpecidas feridas machucadas
Asas coloridas coladas cicatrizadas
Almas enluaradas luminosas revigoradas
Asas redesenhadas tatuadas remendadas
Almas alquimizadas costuradas rebordadas
Asas reinventadas recuperadas matizadas
Almas encantadas entre tintas, cores e pincéis
Asas e palavras, penas e pergaminhos, papéis...
Asas: pinceladas da Alma.
4 de fev. de 2007
prelúdio
Às vezes, o silêncio prenuncia
Suavidades ou fúrias, entropias,
Mudanças de ritmo ou de rota,
Transfigurações, sensações, sinfonias...
Às vezes, o silêncio adivinha
Novos movimentos, encantos ou vozes,
Reafinação do caos, do corpo, da alma,
Reconfigurações no cosmos, arroubos velozes...
Às vezes, o silêncio pressagia
Eclipses solares, chuvas, semeaduras,
Pinceladas divinas num jardim lylás,
Manhãs iluminadas ou noites muito escuras...
Às vezes, o silêncio prelude
Rufar de asas, árias de sereias,
Nascimentos lunares, sons de alaúde,
Danças no mar-cobalto, bailados nas areias...
Às vezes, o silêncio anuncia
Encontros musicais, finais, vitais,
Outros vôos e ventos, reuniões ou rompimentos,
No túnel do tempo sem fim, viagens espirais...
Suavidades ou fúrias, entropias,
Mudanças de ritmo ou de rota,
Transfigurações, sensações, sinfonias...
Às vezes, o silêncio adivinha
Novos movimentos, encantos ou vozes,
Reafinação do caos, do corpo, da alma,
Reconfigurações no cosmos, arroubos velozes...
Às vezes, o silêncio pressagia
Eclipses solares, chuvas, semeaduras,
Pinceladas divinas num jardim lylás,
Manhãs iluminadas ou noites muito escuras...
Às vezes, o silêncio prelude
Rufar de asas, árias de sereias,
Nascimentos lunares, sons de alaúde,
Danças no mar-cobalto, bailados nas areias...
Às vezes, o silêncio anuncia
Encontros musicais, finais, vitais,
Outros vôos e ventos, reuniões ou rompimentos,
No túnel do tempo sem fim, viagens espirais...
2 de fev. de 2007
vozes do silêncio
31 de jan. de 2007
suturas...
Às vezes, o silêncio
abunda, confunde, afunda
sufoca, sacode, suspira
envolve, escava, evoca...
Às vezes, o silêncio
agride, assalta, ataca
respira, assusta, soluça
instiga, castiga, inspira...
Às vezes, o silêncio
desmonta, remonta, modela
desarma, desperta, deflagra
acode, comove, constrange...
Às vezes, o silêncio
caduca, caleja, conspira
atiça, açoita, acossa
embota, estorva, estilhaça;;;
Às vezes, o silêncio
clareia, renova, costura
incendeia, ensandece, ensina
Às vezes, o silêncio
simplesmente sutura
cura, canta e dança...
30 de jan. de 2007
silêncio...
...Às vezes, o silêncio
ressoa
retumba
ecoa...
Às vezes, o silêncio
transborda
escorre
escoa...
Às vezes, o silêncio
aflige
lacera
maltrata...
Às vezes, o silêncio
acalma
envolve
acolhe...
Às vezes, o silêncio
alude
ilude
isola...
Às vezes, o silêncio
invade
inunda
inspira...
Às vezes, o silêncio
transpira
transforma
ILUMINA...
ressoa
retumba
ecoa...
Às vezes, o silêncio
transborda
escorre
escoa...
Às vezes, o silêncio
aflige
lacera
maltrata...
Às vezes, o silêncio
acalma
envolve
acolhe...
Às vezes, o silêncio
alude
ilude
isola...
Às vezes, o silêncio
invade
inunda
inspira...
Às vezes, o silêncio
transpira
transforma
ILUMINA...
22 de jan. de 2007
13 de jan. de 2007
balanço
Entre ânkoras e asas
transitamos
neste balanço efêmero-eterno
navegamos
entre abismos e céus anis
balançamos
entre estrelas azuis e alizarins
flutuamos
e nos lylazes jardins de luz
inventamos
caminhos de não e de sim
afinamos
em manhãs amarelas ou gris
entoamos
e nas tardes ventosas-violetas
bailamos...
transitamos
neste balanço efêmero-eterno
navegamos
entre abismos e céus anis
balançamos
entre estrelas azuis e alizarins
flutuamos
e nos lylazes jardins de luz
inventamos
caminhos de não e de sim
afinamos
em manhãs amarelas ou gris
entoamos
e nas tardes ventosas-violetas
bailamos...
11 de jan. de 2007
dança
O desejo abre as asas
sobrevoa
os abismos
azulados
pinceladas
dançam
deslizando
e transmutam
lágrimas
em luzes
lilazes...
Visite também www.luisakaminski.nafoto.net
10 de jan. de 2007
variação
8 de jan. de 2007
tecidos etéreos
5 de jan. de 2007
portas
1 de jan. de 2007
no ar...
Alçando vôo
em pleno espaço
tempos de água e asas
azul-cobalto
terra e fogo
alizarim
âncoras
no ar...
em pleno espaço
tempos de água e asas
azul-cobalto
terra e fogo
alizarim
âncoras
no ar...
22 de dez. de 2006
21 de dez. de 2006
cristal e pó

Utopia: um mundo límpido e luminoso, leve e cristalino, livre de violência e dor, onde imperem paz, alegria, amor...
Entretanto...
de luzes e sombras somos
tecidos, e feitos
de lágrimas e risos,
conteúdo e cortornos
inacabados cristais
misturam-se em nós
mágica, mel e medo
água, terra e estrelas
explosões e silêncio
coragem, ferida, segredo
prazer, asas, agonia
somos plenitude e pó
de poesia...
17 de dez. de 2006
alma cristalina
Numa noite de chuva, num dia de verão, re-descubro-me, colorida, vibrante e cristalina...
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