Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

22 de fev de 2006

Doces e indóceis borboletas


Borboletas Surreais (e indomesticáveis)


Elas vêm e vão em espirais e sonhos, insistentes
E nascem e renascem, atrevidas, vaporosas
E vão e vêm, em vôos frágeis-fortes, delicadamente...

Suas asas transparentes, seus ovos-olhos multifacetados
Sobem, sobrevoam mundos e jardins buscando mel em tesouros encantados:
Suas flores, cores, sucos, sumos: dourados, refinados, claros ou morenos...
Suas almas coloridas e vibrantes, vívidas, voluptuosas, amantes
Sonhando sempre, docemente (secretamente indomesticáveis !)
Transpondo os limites razoáveis encontram limiares
Ousando ir adiante e além do paralém, em seus caminhos-curvos
Querendo ancorar em Flores desejantes e sagradas
Espalham e espelham paz e poesia em pó (pirlimpimpim!)
Refletem luz de amor ambivalente em espaços e abraços
Ofertam mel e cor e dor em beijos, bailarinos passos...

Borbo- Letras , aladas almas lépidas em movimentos leves,
Transbordantes de tesão, de som, de sal e sol, de cravo e canela
Em desenhadas asas e sublimadas volições: estrelas, nuvens, luas, telas, teclas
Inspiram, piram, pintam e respiram no ritmo de Eros:Vida inesgotável !

Desafiando a lei da Morte...


met-AMOR-fose-ando-se...




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