Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

21 de abr de 2006

Irromper...


Irromper...

Casa-casulo-concha: oficina de sonhos, mundo-atelier-tecelaria de vidas e emoções, carpintaria de caminhos, fábrica de amores... Festa invisível e íntima, em minh´alma, no feriado chuvoso, entre as águas da ilha: celestiais e marinhas...
A cama desfeita até tarde... as bagunças coloridas e o aconchego do ninho... a penumbra da sala e as filigranas de luzes suaves formando desenhos sobre os móveis, o piso, as paredes e telas... os perfumes do quarto, da pele, dos lençóis azuis com flores cor-de-rosa a me lembrar... dos vôos e viagens em noites de lua cheia...
Procura de alimento: nas cores e cheiros das tintas, no movimento das mãos e pincéis, nas páginas do velho oráculo....buscando respostas em imagens, sensações, palavras, signos, ideogramas... Trocas de afeto: ao vivo, com filhos do próprio ventre, e virtuais, vias variadas, tele-fônicas declarações ou ele-trônicas ligações pintadas de sol e lua, de azul e amarelo, de violeta e alizarim...
Abertura de caminhos, pontes que se erguem, cintilantes, desafiando distâncias espaço-temporais... Luzes e sombras que se combinam em delicada trama, a gama de matizes da alma, infinita, a irromper desde a aurora.... vertendo de dentro de um sonho feliz: divino!
Te procuro, te acho... nos encontramos, humildes e altivas, serviçais e rainhas, dentro e fora de nós, no abismo dos espelhos, dos olhares, desvendamo-nos... Te amo.





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