Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

10 de fev de 2007

Águas da alma

Um fio azul-lylás nascente cristalino
serpenteando em luzente espiral
encontra outros filamentos luminosos
felizes-deslizantes-transparentes (líquido-cristal)
e vão compondo confluências, diagramas, rios
cantantes águas d´alma, chuvas, várzeas, cios
viram vapor fugaz em cachoeiras, vozes de cascatas
carregam pétalas e asas, peixes, seixos e navios
e em seus caminhos curvos e vertigens doces violetas
levam estrelas e sereias, suavizam e refrescam os estios
cobrindo poeiras e passagens, abrindo e preenchendo vãos
viajando encontram pedras, precipícios, quedas e vazios
transmutam-se em fios de esperança etérea e enchem as mãos
suaves rios sedentos e prenhes de seiva vital
tecendo sonhos e reflexos, rendas, luzes, cintilâncias
nutrindo ondas-orquídeas-borboletas com seu mel e sal...

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