Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

4 de fev de 2007

prelúdio

Às vezes, o silêncio prenuncia
Suavidades ou fúrias, entropias,
Mudanças de ritmo ou de rota,
Transfigurações, sensações, sinfonias...

Às vezes, o silêncio adivinha
Novos movimentos, encantos ou vozes,
Reafinação do caos, do corpo, da alma,
Reconfigurações no cosmos, arroubos velozes...

Às vezes, o silêncio pressagia
Eclipses solares, chuvas, semeaduras,
Pinceladas divinas num jardim lylás,
Manhãs iluminadas ou noites muito escuras...

Às vezes, o silêncio prelude
Rufar de asas, árias de sereias,
Nascimentos lunares, sons de alaúde,
Danças no mar-cobalto, bailados nas areias...

Às vezes, o silêncio anuncia
Encontros musicais, finais, vitais,
Outros vôos e ventos, reuniões ou rompimentos,
No túnel do tempo sem fim, viagens espirais...

10 comentários:

Anônimo disse...

Fantástico o seu prelúdio... como tudo que vc escreve!

Analuka disse...

Bem que eu gostaria de saber quem é o/a autor/a destas amáveis palavras...

Anônimo disse...

Gostaria mesmo?
Quem sabe um dia... vamos aguardando por enquanto, pode ser?
Grande abraço!

Anônimo disse...

Aí vai uma dica:
Gosto de amar platonicamente!
Parece que sofro bem menos!!!

Analuka disse...

Hummm...Eu prefiro amar PLENAMENTE: entre dores e prazeres, está a fresta, o portal, o caminho que nos conduz aos abismos e céus interiores e exteriores, está o segredo de descobrir mundos novos e reinventados, a própria salvação...
Quem sabe, dia desses, também descubras este sumo, o sabor do saber amar, sem medo!!!

Anônimo disse...

Sua conjugação da arte com o sonho e com a realidade é perfeita e me fascinam!

Anônimo disse...

Vc acha que no platonismo não se consegue amar PLENAMENTE? as dores e prazeres estão igualmente presentes! Agora tenho que concordar com você... quero descobrir este sumo, o sabor do saber amar, sem medo!!!

Analuka disse...

Acredito que amar platonicamente pode ser o átrio de entrada para um amor pleno... um passo de iniciação... antes de uma entrega inteira...
Aí vai uma dica:
"Amar significa aceitar um compromisso sem ter garantias, quer dizer, entregar-se completamente na esperança de que esse amor gere amor na pessoa amada. O amor é um ato de fé."
(Erich Fromm)

...e sempre é tempo de atravessar o portal, não há idade certa, a não ser, o momento ideal para cada um... o de aprender a voar!

(certamente, adorarás descobrir o sumo!... Ninguém é o mesmo após ter visitado o paraíso algum dia...)

Analuka disse...

...De fato, amar platonicamente pode ser a passagem, a visão do portal, o prelúdio...

Anônimo disse...

Hummm... vejo que acabou concordando comigo!!!
Valeu!
Abraço!