Exercícios poéticos, apaixonados e patéticos: pequenos mergulhos e vôos, para compartilhar...

26 de fev de 2007

Nau...

...Redemoinhos ventos vertigens:
entre estrelas e véus
a nau da alma parte
para novas viagens azuis
rumo ao infinito...

22 de fev de 2007

centelha

Na alquimia da alma
uma nova centelha dança:
faíca
chama
fagulha
estrela
...suave cintilação!

19 de fev de 2007

Alyzarim

Asas ariscas
riscam o blue
cintilam olhos
verdes abismos
sons de silêncio
espiam suspiram
sonhos violáceos...

Asas afoitas
fiam inventam
linhas e laços
pontes no espaço
batem à porta
da alma fechada
para balanço...

Almas aladas
voam flutuam
choram encantam
fluem mergulham
riem desvendam
novos caminhos
assimetrias
no alyzarim...



*Poema dedicado à artista Kity Amaral, dona de uma "alma de beija-flor", conforme a poeta Célia Musilli...

18 de fev de 2007

...redemoinhos...


...Folhas flutuantes desvendando caminhos perfuram pensamentos esvoaçam dançam à deriva deitam e pegam onda nos ventos beijam o chão e as flores canta-rolam sussurram segredos e voam nos redemoinhos nas brisas e abismos driblando contra-tempos...

16 de fev de 2007

fadas & feiticeiras

Algumas fadas-fiandeiras tecem véus, sonhos e asas
Enquanto feiticeiras urdem pesadelos
Algumas fadas-feiticeiras pintam flores, paraísos
Enquanto feiticeiras-bruxas despetalam, dissimulam
Algumas fadas fiam luzes azuladas, névoas
Enquanto feiticeiras mancham com fuligens, esfumaçam
Algumas feiticeiras-fadas luzem seus sorrisos
Enquanto bruxas-disfarçadas riem com sarcasmo
Algumas fadas-encantadas bordam borboletas
Enquanto serpentes-feiticeiras armam botes
Algumas fadas-moças parecem ser ingênuas
Enquanto feiticeiras-mascaradas fingem inocência
Algumas fadas-frágeis firmam-se em estrelas
Enquanto feiticeiras-fortes perdem-se em abismos
Algumas fadas-luas lançam mel e poesia
Enquanto feiticeiras-sombras semeiam amarguras
Algumas feiticeiras-fadas cantam afinadas
Enquanto bruxas-feiticeiras dançam desgrenhadas
Algumas fadas criam céus e fantasias
Enquanto bruxas montam alçapões e labirintos
Algumas fadas-magas adornam e embelezam
Enquanto magas-bruxas ocultam suas verrugas
Algumas feiticeiras inventam seus encantos
Enquanto peçonhentas bruxas compõem suas poções
Algumas fadas buscam cor e néctar nas corolas
Enquanto feiticeiras remexem caldeirões
E, entre tantos movimentos e magias,
O tempo-tecelão entrança, emaranha e recorta
Cerze, alinhava, remenda e costura
Desfia, enlaça, borda e desembaraça
Fios e linhas de almas e vidas enoveladas....

15 de fev de 2007

portas

Ponto
pouso
pólen
porta
pulsação...

14 de fev de 2007

pulsação...

A pele pulsa
o pergaminho
procura luas
pelo caminho
iluminado
chovem estrelas
o tempo arde
a vida escorre
na contramão
curva dos olhos
ensimesmados
enquanto escavam
ritmos da alma
e a pena risca
uma espiral...

viagem...

...Água procurando caminhos
encontra pedras, pólens, telas,
flores, pincéis, pergaminhos...

13 de fev de 2007

vento...

...um grão de pólen, ao vento, à procura de caminhos floridos...

12 de fev de 2007

vórtice

Um ponto no caminho:
volteio, viagem, vertigem
revolução e vórtice
cachoeiras, luzes e asas
verdes, azuis e violetas
redesenhando a vida
entre pólens e borboletas...

pólen...

O pólen da poesia
(poeira de estrelas,céu)
pousa sobre a pele da alma
desenrola o pergaminho
produz sonho e cintilâncias
em almas enluaradas
no seio das madrugadas
atravessando a pena-poema
introduz entre as linhas e letras

asas-brilhos de borboletas
perfumes, alegria e mel...


pulsação vital

Algo na alma pulsa:
pétalas e pólens
poeiras cintilantes
douradas nas corolas

perfumes, asas, plumas
rosadas e violáceas
lylases palpitantes
etéreos véus de sonho
estrelas delirantes
translúcidos veludos

membranas transparentes
finíssimos cristais

em espirais de espelhos
flores tremeluzentes
matizes, devaneios

sóis, chuvas e sementes
respingos de orvalho
reflexos de aurora
tintos de vida e uva...

10 de fev de 2007

Águas da alma

Um fio azul-lylás nascente cristalino
serpenteando em luzente espiral
encontra outros filamentos luminosos
felizes-deslizantes-transparentes (líquido-cristal)
e vão compondo confluências, diagramas, rios
cantantes águas d´alma, chuvas, várzeas, cios
viram vapor fugaz em cachoeiras, vozes de cascatas
carregam pétalas e asas, peixes, seixos e navios
e em seus caminhos curvos e vertigens doces violetas
levam estrelas e sereias, suavizam e refrescam os estios
cobrindo poeiras e passagens, abrindo e preenchendo vãos
viajando encontram pedras, precipícios, quedas e vazios
transmutam-se em fios de esperança etérea e enchem as mãos
suaves rios sedentos e prenhes de seiva vital
tecendo sonhos e reflexos, rendas, luzes, cintilâncias
nutrindo ondas-orquídeas-borboletas com seu mel e sal...

9 de fev de 2007

cintilâncias


No fluir das águas
rugir das cachoeiras
espasmos das pedras
volteios do vapor
vislumbro as cintilâncias
da vida criativa:
dançam as borboletas
suspiram as estrelas
em meu íntimo azul
respingos violetas...

8 de fev de 2007

...rios...

...Nos melhores dias, a vida flui
rio cantante risonho
regato raso cintila
reluz lago profundo
espelhado em nuvens
ondula e balança, vaivém
remanso de mar e asas
azuis de borboletas
dançantes estrelas
em assimétricos
caminhos curvos
recém-nascidos...


7 de fev de 2007

Almas & Assimetrias


Almas, amoras & amores
almas, amores & abismos
almas, abismos & alturas
almas, alturas & agruras
almas, agruras & asas
almas, asas & aromas
almas, aromas & águas
almas, águas & angústias
almas, angústias & anseios
almas, anseios & assombros
almas, assombros & arroubos
almas, arroubos & alquimias
almas, alquimias & assimetrias.

6 de fev de 2007

Asas da Alma

Asas apaixonadas afinadas sintonizadas
Almas cintilantes dançantes enamoradas
Asas deslumbrantes deslumbradas entrelaçadas
Almas coloridas curadoras compartilhadas
Asas recortadas retorcidas encarquilhadas
Almas domesticadas envenenadas retalhadas
Asas amortecidas partidas anestesiadas
Almas entorpecidas feridas machucadas
Asas coloridas coladas cicatrizadas
Almas enluaradas luminosas revigoradas
Asas redesenhadas tatuadas remendadas
Almas alquimizadas costuradas rebordadas
Asas reinventadas recuperadas matizadas
Almas encantadas entre tintas, cores e pincéis
Asas e palavras, penas e pergaminhos, papéis...

Asas: pinceladas da Alma.

4 de fev de 2007

prelúdio

Às vezes, o silêncio prenuncia
Suavidades ou fúrias, entropias,
Mudanças de ritmo ou de rota,
Transfigurações, sensações, sinfonias...

Às vezes, o silêncio adivinha
Novos movimentos, encantos ou vozes,
Reafinação do caos, do corpo, da alma,
Reconfigurações no cosmos, arroubos velozes...

Às vezes, o silêncio pressagia
Eclipses solares, chuvas, semeaduras,
Pinceladas divinas num jardim lylás,
Manhãs iluminadas ou noites muito escuras...

Às vezes, o silêncio prelude
Rufar de asas, árias de sereias,
Nascimentos lunares, sons de alaúde,
Danças no mar-cobalto, bailados nas areias...

Às vezes, o silêncio anuncia
Encontros musicais, finais, vitais,
Outros vôos e ventos, reuniões ou rompimentos,
No túnel do tempo sem fim, viagens espirais...

2 de fev de 2007

vozes do silêncio






Às vezes, o silêncio
sussurra, suaviza, afaga
alivia, sintoniza, afina...

Às vezes, o silêncio prelude...